Uma conversa com Luciano
"Time de engenharia bom não é aquele que nunca quebra nada. É aquele que quebra rápido, aprende rápido e concerta antes do cliente perceber."
O que você traz para a Hibeex depois de 20 anos em big techs?
Principalmente o que não fazer. Trabalhei em empresas que escalaram — e vi onde os sistemas quebraram, onde a arquitetura não aguentou, onde o time perdeu velocidade. Meu papel é ajudar a Hibeex a evitar os erros que só aparecem depois de escala.
Como você avalia a maturidade técnica de uma startup?
Peço para me mostrar como eles monitoram produção. Se o time não tem observabilidade — não sabe o que acontece no sistema quando o cliente usa — é sinal de que estão voando às cegas. A Hibeex tem isso muito bem estruturado para o estágio em que está.
O que mudou na engenharia com LLMs?
O custo de tentar desceu perto de zero. Antes você precisava de meses de dados, modelos, MLOps para experimentar algo. Hoje você pode testar uma hipótese de IA em dias. Isso muda completamente como você deve pensar sobre roadmap de produto.
Qual conselho você dá para o Teodoro na parte de arquitetura?
Resistir à tentação de criar abstrações prematuras. Quando você está crescendo rápido, a tentação é generalizar tudo. Mas o custo de manter uma abstração errada é muito maior que o custo de ter código um pouco repetido que funciona. Otimize pela descoberta, não pela elegância.
O que te faz acreditar na Hibeex?
O Teodoro programa como alguém que já escalou sistemas antes — e ele não tinha escalado. Isso é raro. A maioria dos CTOs novatos pensa em funcionalidade primeiro. Ele pensa em corretude e observabilidade primeiro. Isso vai fazer diferença enorme quando o volume crescer.
