Uma conversa com Gabriel
"O BPO contábil brasileiro está sendo revolucionado por quem entende profundamente o mercado — não por quem só sabe de tecnologia."
Qual é o foco da Hibeex?
Somos o sistema nervoso financeiro para escritórios contábeis e BPOs brasileiros. Automatizamos reconciliação, geramos relatórios white-label e damos ao contador a inteligência que só grandes multinacionais tinham acesso.
Por que o mercado de BPO contábil no Brasil?
O Brasil tem 500.000 contadores ativos e um mercado de serviços contábeis de R$80B. A maioria ainda reconcilia manualmente. Isso é uma oportunidade gigantesca — e culturalmente, o contador brasileiro é extremamente aberto à adoção de ferramentas que funcionam.
O que você procura num fundador?
Obsessão genuína pelo problema. Não pela solução — pelo problema. Os melhores fundadores que conheci acordam de manhã pensando no cliente, não no produto. O produto é consequência.
Qual foi o momento que confirmou que vocês tinham product-market fit?
Quando a Carla ligou pra gente às 22h de uma sexta-feira pra dizer que havia economizado 12 horas naquele mês — e perguntou quando ia estar disponível para mais clientes dela. Esse foi o momento.
Como foi o processo de entrar na Canastra Ventures?
Foi orgânico. Conhecemos o Pedro Dias numa conferência de IA em São Paulo, ele conhecia o mercado contábil e entendeu imediatamente o tamanho da oportunidade. O AI in Residency R1'26 foi a formalização de uma parceria que já vinha se construindo.
O que você lê?
Bastante não-ficção sobre mercados e comportamento humano. "The Innovator's Dilemma" me impactou profundamente. E muitos case studies de empresas brasileiras — acredito que o mercado local tem lições que nenhum livro americano vai te ensinar.
Qual é a sua relação com o Teodoro como co-fundador?
Complementar quase perfeita. Ele pensa em sistemas e arquitetura. Eu penso em mercado e relacionamento. Nos respeitamos profundamente porque entendemos que cada um tem um domínio distinto — e a empresa precisa dos dois funcionando bem.